O ícone de salvar é um disquete: a história e o que ela ensina sobre interface
Do disquete de 8 polegadas da IBM, em 1971, ao fim das vendas em 2011. Por que o ícone ficou na tela e o que isso diz sobre escolher símbolos.
- Carrossel
- 5 de nov de 2026
- 1 min de leitura
Quase todo programa ainda usa um disquete para dizer “salvar”. Tem gente usando esse ícone todo dia sem nunca ter segurado um disquete na mão.
Começou grande
A IBM criou o disquete em 1971. O primeiro tinha 8 polegadas, uns 20 centímetros de largura, e foi pensado para carregar informação nas máquinas da própria empresa.
Encolheu duas vezes
Em 1976, a Shugart Associates lançou o drive de 5¼ polegadas. Em 1978, mais de dez fabricantes já faziam o seu. Nos anos 1980 chegou o de 3½ polegadas, com capa rígida e uma portinha de metal que protegia o disco. É esse o desenho que virou ícone.
A versão HD, de 1986, guardava 1,44 MB. Hoje, menos que muita foto de celular.
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Sumiu da mesa, ficou na tela
Em março de 2011, a Sony encerrou as vendas de disquete no Japão. O objeto saiu de cena. O ícone, não.
Ele ficou porque cumpre a função de um bom símbolo: todo mundo já aprendeu o que ele quer dizer. Trocar por um desenho “mais atual” obrigaria milhões de pessoas a aprender de novo.
O que isso ensina
Na interface, o símbolo conhecido vence o símbolo bonito. Antes de desenhar um ícone novo, pergunte se existe um que as pessoas já entendem. Na maioria das vezes, existe.
As fotos do carrossel são da Wikimedia Commons: disquetes do MS-DOS 6.22 (Blake Patterson, CC BY 2.0), disquete de 8 polegadas (Pamporoff, domínio público), disquete de 5¼ (Jud McCranie, CC BY-SA 4.0), disquetes de 8, 5¼ e 3½ (Kevin Savetz, CC BY 2.0) e detalhe do 3½ (Vex5, domínio público).









