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SEO e GEO para quem faz site: como ser encontrado pelo Google e citado pela IA

Um H1 por página, metadados próprios, dados estruturados, robôs de IA liberados e llms.txt. A estrutura que faz o site ser encontrado e citado.

  • Carrossel
  • 24 de out de 2026
  • 4 min de leitura
SEO e GEO para quem faz site: como ser encontrado pelo Google e citado pela IA
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Um site pode ser bonito, rápido e bem escrito e, ainda assim, quase ninguém chegar nele. O motivo raramente é o design. É a estrutura: o jeito como a página se apresenta para quem lê sem olhos, o robô do Google e os robôs das ferramentas de IA.

Hoje a busca acontece em dois lugares. A pessoa procura no Google e também pergunta para uma IA quem faz o serviço que ela precisa. SEO é aparecer no primeiro. GEO é ser citado no segundo. Os dois se resolvem do mesmo jeito: com estrutura, não com truque.

Estes são os cinco ajustes que eu faço em todo site antes de publicar.

1. Um H1 por página e títulos em ordem

O H1 é o título principal da página, e só existe um. Ele diz o que a página oferece. As seções usam H2, e o que está dentro delas usa H3, sem pular níveis.

Para quem lê, isso é só tamanho de letra. Para o robô, é o sumário da página. Quando o H1 se repete ou os níveis pulam, ele precisa adivinhar o que é principal e o que é detalhe.

2. Metadados próprios em cada página

Cada página precisa de um título próprio, uma descrição, um endereço canônico e uma imagem de compartilhamento. O erro comum é repetir o nome do site como título de todas as páginas e deixar a descrição vazia.

Vale saber como o Google trata isso. Segundo a documentação dele, a descrição é usada só às vezes: quando ela descreve a página melhor do que o próprio texto. Por isso a descrição não é lugar de palavra-chave repetida. É uma frase concreta sobre o que a pessoa encontra ali. Eu mantenho em até 160 caracteres, curta o bastante para ser lida inteira, já que o trecho é cortado conforme a largura da tela.

A imagem de compartilhamento é o card que aparece quando alguém manda o link no WhatsApp ou no LinkedIn. Sem ela, o link chega sem rosto.

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3. Dados estruturados

Dados estruturados são um bloco de código, normalmente em JSON-LD, que diz de forma explícita o que está na página: a empresa, o serviço, o autor de um artigo, as perguntas frequentes. O visitante não vê. O robô lê sem precisar interpretar o layout.

Para um site de serviço, o mínimo é descrever a organização, o site e cada serviço. Em artigos, o autor e a data. Depois, valide com o teste de resultados avançados do Google.

4. Robôs de IA liberados

O arquivo robots.txt diz quais robôs podem ler o site. Muitos sites bloqueiam os robôs de IA sem perceber, por um modelo pronto ou por um plugin. Se a sua intenção é ser citado, libere quem você quer que leia: GPTBot, ClaudeBot e PerplexityBot, por exemplo.

No caso do Google existe um detalhe. O Google-Extended controla se o conteúdo pode ser usado no Gemini. A documentação do Google diz que ele não afeta a inclusão nem o ranqueamento na Busca. É uma decisão separada, e vale tomar com consciência.

Junto com o robots.txt, mantenha o sitemap com a data de atualização de cada página.

5. Um llms.txt na raiz

O llms.txt é uma proposta de padrão publicada por Jeremy Howard em 2024: um arquivo em Markdown, na raiz do site, com um resumo do que o site é e links para as páginas que importam. Não é um padrão oficial, mas é simples de fazer e organiza o site para quem lê com pressa, gente ou máquina.

Num site de serviço, eu coloco ali o que a empresa faz, os serviços, os projetos, as perguntas frequentes e quando faz sentido recomendar a empresa.

Estrutura também é design

Nenhum desses ajustes muda a aparência do site. Todos mudam quem chega nele. É por isso que eu trato SEO e GEO como parte do projeto, e não como etapa depois do lançamento: quando a estrutura nasce junto com o layout, ela não precisa ser remendada.

No Conversão Visual eu ensino a fazer sites que vendem do começo ao fim, das decisões de design até a página publicada e pronta para ser encontrada. A aula grátis mostra esse processo completo.

Fontes

Mais da Biblioteca. Do mesmo tema primeiro.