Card de projeto enxuto: nome, tag no canto, números e um botão
Card de case não precisa de frase de resultado nem de descrição. Nome, tag no canto, números reais e um botão contam o projeto melhor.
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- 25 de out de 2026
- 3 min de leitura

Quase todo portfólio tem uma grade de projetos. E quase sempre o card de cada projeto tenta dizer coisa demais: o nome, um parágrafo de descrição, uma frase de resultado, a lista de serviços, dois ou três botões. O visitante chega, vê seis cards cheios de texto e não sabe por onde começar.
No portfólio, a pessoa está comparando. Ela passa o olho pelos projetos e escolhe um para abrir. O card não precisa contar o case. Ele precisa fazer a pessoa querer abrir.
No meu Livro de Regras, o card de projeto tem quatro peças e nenhuma a mais.
1. O nome do projeto
O nome é o título do card, grande e leve. Nada de “Case de sucesso” ou “Projeto incrível” no lugar do nome. O nome é o que a pessoa vai lembrar e procurar depois.
2. A tag no canto superior direito
A tag diz o tipo do projeto: sistema, site, app, landing page. Ela fica no canto superior direito do card, sempre no mesmo lugar.
O erro comum é colocar o nome e a tag lado a lado, na mesma linha. Os dois disputam atenção e, quando o nome é longo, a tag quebra para baixo e o card fica desalinhado dos vizinhos. No canto, a tag vira uma etiqueta que se encontra sem procurar, e o nome tem a linha inteira para ele.
3. Números, só os reais
Em vez de uma frase de resultado, números curtos com uma legenda embaixo. No card do AI Vou Eu, no site do Studio Responsivo, são dois: o tempo do contrato até o ar e quantos agentes de IA o sistema tem. Dois números, duas legendas de três palavras.
A regra que vem junto é a mais importante: número só quando é real. Se você não consegue mostrar de onde ele veio, ele não entra. Um número inventado num card de projeto contamina o portfólio inteiro, porque o visitante passa a desconfiar de todos os outros.
E se o projeto ainda não tem número que valha mostrar, o card fica com o nome, a tag e o botão. Fica enxuto, e tudo bem.
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4. Um botão
Um botão secundário, “Ver case”, e o card inteiro clicável. Nada de link solto no meio do texto, nada de dois botões disputando o clique.
O que sai do card
A descrição e a frase de resultado saem. Elas vão para a página do case, onde a pessoa já decidiu ler. No card, elas só fazem o bloco crescer e deixam os cards vizinhos com alturas diferentes.
E aqui entra outra regra: cards vizinhos têm a mesma altura e o mesmo número de linhas nos rótulos. Com quatro peças fixas, isso acontece naturalmente. Com descrição livre, sempre tem um card maior que os outros.
A imagem faz o resto
Ao lado do texto, a tela real do projeto. Não um mockup genérico, não um degradê com o logo. A tela mostra o nível do trabalho mais rápido do que qualquer frase.
Como revisar o seu portfólio
Abra a grade de projetos e confira cada card:
- Tem o nome do projeto como título?
- A tag está no canto superior direito?
- Os números são reais e você sabe de onde vieram?
- Existe um único botão?
- Todos os cards têm a mesma altura?
O que não passar, corte. Card de projeto bom é o que deixa a pessoa curiosa para abrir o case.
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